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Sábado,
31/10/2015
›
INTRODUÇÃO
“Não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um
vaso para honra e outro, para desonra?” (Rm 9:20).A Escritura Sagrada
com as suas mensagens de Deus para o ser humano é um livro repleto de
símbolos. Deus usa ilustrações, partindo do conhecido para o desconhecido,
do terreno para o celestial e eterno.
A primeira mensagem de Deus para o homem caído foi proferida com símbolos.
Ele declarou a inimizade entre a serpente, o diabo, e a mulher, a igreja,
Seu povo. A promessa da salvação fundamentou-se na vinda do “Descendente”
da mulher, que seria ferido no calcanhar, tipificando a Sua morte
sacrifício substituta, mas Ele esmagará a cabeça da serpente, símbolo de
Sua vitória completa sobre o inimigo. O primeiro cordeiro morto era símbolo
de Jesus e as vestes de sua pele era símbolo da justiça de Deus.
Para Israel os serviços do santuário foram organizados sobre uma estrutura
repleta de símbolos. Em realidade, o cerimonialismo era o evangelho da
salvação, a mensagem da cruz em símbolos, tipificando o Salvador que viria.
Era o evangelho em figuras, a “sombra dos bens vindouros”. (Cl 2:17,
Hb 10:1).
Quando Cristo veio a este mundo como a realidade dos símbolos, os “bens
vindouros” se tornaram riquezas presentes em Cristo. Os símbolos
projetavam a sua luz para o futuro, a cruz. Agora, a cruz projeta a sua “sombra”
para o passado, como o cumprimento dos símbolos, e lança para o futuro os
fulgurantes raios de luz do evangelho real - Cristo. O evangelho da
salvação sempre foi o mesmo desde a preciosa promessa de símbolos proferida
para Adão e Eva, assim que o inimigo os venceu. Os métodos para comunicar o
evangelho é que foram vestidos da maneira apropriada para os que viveram à
sombra da cruz e para os que vivem à glória da cruz. Assim, os símbolos
continuam como parte integrante na comunicação do evangelho, a mensagem de
Deus para pecadores necessitados de esperança.
O profeta Jeremias, em um tempo de resistência às mensagens de advertência
da parte de Deus, anunciando o castigo iminente, recorreu a inúmeros
símbolos para despertar os seus endurecidos ouvintes. Vários destes
símbolos serão analisados para entender a sua aplicação no tempo do profeta
e obter lições para o nosso ensino nos dias atuais.
Pense: “Cumprindo-se, assim, o que fora dito pelo profeta:
‘Abrirei a minha boca em parábolas, proclamarei coisas ocultas desde a
criação do mundo’” (Mt 13:35, Nova Versão Internacional).
Desafio: “Assim como se quebra um vaso de oleiro, que não
pode mais ser restaurado, quebrarei este povo e esta cidade” (Jr 19:11,
Nova Versão Internacional).
Domingo, 1/11/2015
› A
VERDADE EM SÍMBOLOS
Para ensinar ao homem o drama do pecado e o plano da salvação Deus usou
muitos símbolos para que o pecador pudesse compreender as lições que
estavam sendo ministradas. Jesus costumava transmitir os Seus ensinamentos
sobre o reino de Deus por meio de parábolas, ilustrações comparativas.
Assim que Adão e Eva pecaram, o primeiro símbolo foi usado por Deus para
ensinar o processo da graça e o plano da salvação. Na presença de Deus, o
primeiro cordeiro foi morto.
Caim recusando usar o símbolo indicado por Deus para remover o pecado
evidenciado e acusado pela lei moral, rejeitou a mediação de Cristo,
criando um símbolo de sua própria escolha.
A serpente de bronze, símbolo do poder de Jesus para destruir o pecado, foi
o instrumento de cura e salvação para os israelitas picados pelas serpentes
do deserto, mas foi destruída pelo rei Ezequias, pois se tornou um
instrumento de corrupção espiritual. (2Rs 18:4).
Muitos em sua vivência espiritual correm o risco de centralizar a sua fé e
a sua devoção espiritual em símbolos, em detrimento da relação direta com o
Senhor de sua vida. Os símbolos têm o seu lugar e valor, mas nunca devem
tornar-se objeto de adoração e esperança de poder que atua, ocupando o
lugar dAquele a quem simbolizam. Esta prática desvirtua a graça de Deus, e
estimula o legalismo das obras e da justiça própria.
Antes da cruz, o pecador que compreendia o verdadeiro ensino e significado
das mensagens dos símbolos, olhava com fé para o futuro e exclamava: “Porque
eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra”
(Jó 19:25, Almeida Revista e Atualizada). Depois da cruz, o pecador que
compreende a glória de Cristo, olha para o Calvário e exclama: “Porque
sei em Quem tenho crido e estou certo que Ele é poderoso para guardar o meu
depósito até aquele dia” (2Tm 1:12, Almeida Revista e Atualizada).
A fé é a mesma, a esperança é a mesma, a confiança é a mesma, a certeza é a
mesma, porque tudo está centralizado na mesma Pessoa - Cristo Jesus, a
graça de Deus em favor do pecador. Não importa se o olhar de fé avançou
dois mil anos ou quatro mil anos para o futuro, ou se volta sessenta anos
ou dois mil anos para o passado. Todos os olhares se encontram e
centralizam a sua fé e esperança nAquele que é a dádiva do Céu para
conceder graça e justiça e reconciliar o homem com o seu Deus.
Pense: “Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o
fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo mas
você deve dominá-lo” (Gn 4:7, Nova Versão Internacional).
Desafio: “Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei
todos a mim” (Jo 12:32, Nova Versão Internacional).
Segunda-Feira, 2/11/2015
› O
BARRO DO OLEIRO
Com certeza podemos imaginar Jeremias frustrado em sua missão. Todos os
seus esforços pareciam inúteis. As mensagens eram rejeitadas e tramas para
matá-lo, fazendo silenciar a sua voz, estavam sendo preparadas.
Sob a pressão destas circunstâncias Deus orientou-o para que fosse a casa
do oleiro. Ali aprendeu a importante lição: o oleiro começa a moldar um
vaso, mas por alguma razão o vaso estraga. O oleiro recomeça o trabalho e
molda um vaso segundo a sua vontade.
A mensagem precisa ser compreendida no contexto do grande conflito cósmico
espiritual, a Soberania de Deus e o princípio da liberdade de escolha. Deus
moldou criaturas perfeitas. O mau uso da liberdade de escolha, estragou o
vaso. Porém, o eterno Oleiro não desiste e ensina a lição para o efêmero
profeta: tenho paciência para refazer o vaso. Se permitir que Eu o molde
segundo a minha vontade, aceitando a minha Soberania, farei do mesmo barro
um vaso para a Minha glória. “Contudo, Senhor, tu és o nosso Pai. Nós
somos o barro; tu és o oleiro. Todos nós somos obra das tuas mãos” (Is
64:8, Nova Versão internacional).
Pela ilustração do oleiro, Deus revelou para o profeta que todos os
acontecimentos, espirituais e temporais, estão sob o seu inteiro controle.
Nada acontece fora do tempo determinado.
O profeta Isaías lança luz sobre o ilimitado conhecimento de Deus a
respeito de todos os acontecimentos que fazem parte do cotidiano de nosso
mundo: “Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro. Eu crio a luz e a
escuridão. Eu controlo todos os acontecimentos, os bons e os maus. Eu, o
Senhor, é que faço todas essas coisas” (Is 45:6 e 7, Bíblia Viva).
“Eu controlo todos os acontecimentos, os bons e os maus”. Esta
maneira de colocar o argumento permite a ideia de que o autor dos estragos
nos vasos é o inimigo no grande conflito cósmico espiritual, mas que Deus
controla todos os atos deste autor, que é Satanás, e realiza os Seus
propósitos a seu tempo e segundo a Sua vontade. Isto está muito evidente na
experiência de Jó, iluminando este detalhe. Satanás teve permissão de Deus
para lançar as calamidades em várias situações na vida de Jó. Contudo, Ele
controlou a maligna ação do diabo em harmonia com os Seus desígnios,
limitando as atuações do inimigo em todos os acontecimentos. “O Senhor
disse a Satanás: ‘Pois bem, ele está nas tuas mãos: apenas poupe a vida
dele’” (Jó 2:6, Nova Versão Internacional).
Pense: “Vocês viram as coisas pelo avesso! Como se fosse
possível imaginar que o oleiro é igual ao barro! Acaso o objeto formado
pode dizer àquele que o formou: ‘Ele não me fez’? E o vaso poderá dizer ao
oleiro: ‘Ela nada sabe’”? (Is 29:16, Nova Versão Internacional).
Desafio: “Mas quem é você, ó homem, para questionar a Deus?
‘Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou: ‘Porque me fizeste
assim?’” (Rm 9:20, Nova Versão Internacional).
Terça-Feira, 3/11/2015
› A
DEGENERAÇÃO DE UMA NAÇÃO
Jeremias apresenta um retrato do povo de Judá, um remanescente que por Deus
foi liberto da escravidão do Egito como Israel: “Porque eles me
abandonaram e profanaram este lugar, oferecendo sacrifícios a deuses
estranhos, que nem eles nem seus antepassados nem os reis de Judá
conheceram; e encheram este lugar como o sangue de inocentes" (Jr
19:4, Nova Versão Internacional).
Qual era o propósito de Deus para este povo? “E vós sereis para mim um
reino de sacerdotes e uma nação santa… Eles me farão um santuário e eu
morarei no meio deles” (Êx 19:6 e 25:8, Tradução Ecumênica da
Bíblia).
Deus fala de Seu povo como sendo um reino de sacerdotes, o que equivale a
dizer que cada israelita era concitado à consagração total aos propósitos
redentores de Deus, participando do reino da graça. Ser sacerdote não
significa apenas ser alguém separado para viver para Deus, mas um arauto,
um proclamador do plano de salvação estabelecido por Deus, para chamar outros
pecadores, para escolher a Deus como o Senhor de sua vida e unir-se ao povo
do reino da graça. A presença de Deus, tipificada nos serviços do
santuário, devia constituir-se a força motivadora para o cumprimento desta
missão.
Todo pecador deveria receber de cada israelita o eloquente testemunho de
que o Único que pode oferecer um plano de esperança e vida para pecadores
condenados, é Deus, o Senhor.
Libertos da escravidão opressora do Egito, peregrinando envolvidos pela
graça de Deus, vendo supridas todas as suas necessidades básicas e
recebendo as orientações espirituais, os israelitas compreenderam que eram
um povo separado. Receberam as normas de conduta de quem vive no Reino da
graça e se prepara para o Reino da glória. Para que pudessem compreender
claramente tudo o que aconteceu na sua libertação e compreender os
propósitos redentores de Deus, entendendo que foram separados para ser o
Seu povo eleito, o Senhor Deus declarou: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te
fiz sair da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx 20:2, Tradução
Ecumênica da Bíblia).
Oito séculos depois do Sinai o profeta Jeremias recebeu a desafiadora
missão para despertar “o reino de sacerdotes, a nação santa”, da mais
aviltante condição de apostasia. Todo o esforço foi inútil. Como estamos
hoje respondendo ao propósito de Deus?
Pense: Qual seria a demonstração convincente para o mundo de
que os israelitas eram os instrumentos escolhidos para proclamar o amor, a
justiça, o perdão e a reconciliação, como a proposta divina para pecadores
sem esperança? “Dize aos filhos de Israel: observareis, todavia, os meus
sábados, pois é um sinal entre vós e mim, de geração em geração, para que
se reconheça que sou eu, o Senhor, que vos santifico” (Êx 31:13, Tradução
Ecumênica da Bíblia).
Desafio: “Porei a minha morada no meio de vós; não terei
aversão a vós; caminharei no meio de vós; eu para vós serei Deus, e vós
sereis para mim o povo. Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos fiz sair da
terra dos egípcios, para que não sejais mais seus servos; fui eu que
quebrei as cangas do vosso jugo e vos fiz caminhar de cabeça erguida” (Lv
26: 11-13, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Quarta-Feira, 4/11/2015
›
QUEBRANDO A BOTIJA
Jeremias já havia ido à casa do oleiro para acompanhar o seu trabalho
refazendo um vazo de barro que não saiu do seu agrado. Aprendeu a lição do
amor e da graça de Deus disposto a conceder nova oportunidade ao povo de
Judá, para dele fazer um vaso que glorificasse o Seu nome, se tão somente
abandonassem seus caminhos pecaminosos e permitissem que com Sua graça os
modelasse segundo a Sua vontade. A mensagem não estava surtindo o efeito
desejado.
Deus mandou Jeremias de volta para a casa do oleiro, mas levando consigo
alguns líderes e sacerdotes do povo. Na presença deles devia comprar um
vazo pronto e dirigir-se para a porta dos Cacos, e ali proferir a
advertência da justiça de Deus que Ele executará contra Judá e Jerusalém,
porque não deram ouvidos ao Seu apelo de amor e graça.
Depois de proferida a sentença de condenação devia quebrar o vaso como uma
poderosa ilustração do juízo e dos castigos que atraíram sobre si mesmos,
por sua conduta obstinada e rebelde.
Obstinação, é definido como apego forte e excessivo às suas próprias
ideias; persistência em seguir um caminho que pode ser bom ou mau. O povo
de Judá e especialmente as suas lideranças apegavam-se às suas próprias
ideias sobre conduta espiritual e moral e rejeitavam decididamente as
orientações de Deus. Entraram pelo mau caminho dos atos pecaminosos dos
povos rebeldes contra Deus e zombavam das mensagens de advertência do
profeta.
O vaso quebrado significava que nada mais Deus poderia fazer em favor
deles. A incredulidade endureceu a mente de tal modo que resistia a todos
os Seus apelos.
Asafe, o músico regente do reinado de Davi, faz a declaração: “Sim, viraram
as costas para Deus e O tentaram, e limitaram o Santo de Israel” (Sl 78:41,
King James Version, tradução livre).
Respeitando a liberdade de escolha conferida para o ser humano, Deus não
obriga ninguém a aceitar a Sua vontade e os Seus caminhos. A Sua poderosa
arma é o Seu amor eterno e a Sua benignidade para atrair (Jr 31:3). Quando
esta manifestação é rejeitada pela incredulidade, o poder da ação de Deus é
limitada, porque Ele não atua pela compulsão. “Já quem rejeita o Filho não
verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (Jo 3:36, Nova Versão
Internacional).
Pense: “Cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha coração
perverso e incrédulo, que se afasta do Deus vivo” (Hb 3:12, Nova Versão
Internacional).
Desafio: “E não realizou muitos milagres ali, por causa da
incredulidade deles” (Mt 13:58, Nova Versão Internacional).
Quinta-Feira, 5/11/2015
› O
CINTO DE LINHO
Deus usou mais uma ilustração com o profeta Jeremias para transmitir o que
Ele fará com Judá em razão da obstinação do povo em ouvir e atender as Suas
mensagens. O profeta devia comprar um cinto de linho, usá-lo em sua
cintura, mas não permitir contato com água. Pouco tempo depois recebeu
instruções para ir a determinado lugar e esconder o cinto na fenda de uma
rocha.
O local indicado para o profeta tem dado trabalho para os eruditos em
identificá-lo. O hebraico “perath”, é traduzido por Eufrates. Alguns entendem
que o profeta foi duas vezes até o rio Eufrates para às suas margens
enterrar, e depois de algum tempo, buscar o cinto. O local mais próximo
para chegar ao Eufrates, de Jerusalém, é Tifsa, 500 quilómetros ao norte.
Se tivesse que ir até Babilônia, onde o rio já é grande, teria mais 600
quilómetros de viagem. Em linha reta de Jerusalém até a Babilônia são 800
quilómetros, praticamente tomados pelo deserto da Arábia, inviabilizando o
percurso.
O erudito Dr. S.J. Schwantes, argumenta que pode ter ocorrido um erro de
cópia. Próximo de Anatote, dois quilómetros a noroeste de Jerusalém,
localiza-se outra pequena cidade de nome “Parah”, em hebraico (Js 18:23), e
em sua proximidade corre um riacho de mesmo nome. As duas palavras são
bastante similares. (Jeremias o Profeta Sofredor, p. 77).
O texto de Jeremias apresenta um detalhe interessante que admite
interpretações alternativas. Não especifica o local geográfico como rio,
mas admite outros locais. Assim, enquanto traduções rezam: “vai ao
Eufrates” (ARA), admitindo que o local é o rio Eufrates e sugere uma ação
mediata que requer mais tempo. Outras traduzem: “vá agora a Perate” (NVI),
admitindo outros locais, além de um rio e sugere uma ação imediata e
realizada em pouco tempo.
A informação do profeta “passados muitos dias” (ARA), é válida para as duas
alternativas, porém, as duas jornadas até o Eufrates não adicionam maior
significado para a lição central: o povo que devia estar apegado a Deus
como o cinto ao corpo do homem, tornou-se completamente inútil como um
reino de sacerdotes proclamando a história do Seu amor e o plano
redentor.
Porém, a aplicação do autor às jornadas do profeta tipificando a deportação
para o exilio e a alegria do retorno, é significativa. No entanto,
considerando que nas circunstâncias só faz sentido para o profeta, a
aplicação perde muito de sua força. Fica também a pergunta intrigante: por
que fazer duas jornadas de 1000 km ou 2200 km?
Pense: “Este povo ímpio, que se recusa a ouvir as minhas
palavras, que age segundo a dureza de seus corações, seguindo outros deuses
para prestar-lhes culto e adorá-los, que este povo seja como aquele cinto
completamente inútil” (Is 12:10, Nova Versão Internacional).
Desafio: “ Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o
sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora
e pisado pelos homens” (Mt 5:13, Nova Versão Internacional).
Sexta-Feira, 6/11/2015
›
ESTUDO ADICIONAL
“Vocês nunca fariam um plano como esse, porque os meus pensamentos são
muito diferentes dos seus; Minha maneira de agir é muito diferente da sua!
Porque assim como o céu é mais alto que a terra, os meus caminhos são mais
altos que os seus caminhos, e os meus pensamentos mais altos que os seus
pensamentos” (Is 55:8 e 9, Bíblia Viva.
Deus declara: “O meu modo de pensar é diferente do teu modo de pensar”. E
apela para que mudemos nosso modo de pensar e passemos a pensar como Ele
pensa. Como podemos mudar o nosso modo de pensar?
“Decidi-me a falar só de Jesus Cristo e de sua morte na cruz. Fiz isso,
porque desejava que vocês tivessem uma fé firmemente baseada em Deus, e não
em grandes ideias de algum homem” (1Co 2:2 e 5, Bíblia Viva).
Paulo é claro: O estilo de vida do Evangelho não é ditado pelo padrão
humano, ou pela sociedade, mas pelo padrão transmitido pelo Espírito Santo.
Paulo apresenta uma linha de pensamento muito importante: “Esse plano
estava oculto em tempos passados, embora tivesse sido preparado para nosso
benefício antes que o mundo começasse. Entretanto os grandes homens do mundo
não o compreenderam; se tivessem compreendido, nunca haveriam crucificado o
Senhor da glória” (1Co 2:7 e 8, Bíblia Viva).
Por que foi Jesus rejeitado e crucificado? Porque os homens não conseguiram
pensar como Cristo pensa. Se houvessem conhecido e compreendido o
pensamento de Deus e seguido o estilo de vida que Ele transmite, não teriam
crucificado Jesus, o Senhor da glória. Dois estilos de pensamento se
chocaram, duas ideias contrastantes de conduta entraram em conflito.
Nos dias do profeta Jeremias aconteceu o mesmo com o povo de Judá. O povo
não assimilava de maneira alguma o pensamento de Deus, por mais que
insistisse com ilustrações para abrir o entendimento. As mensagens de
advertência eram ridicularizadas e rejeitadas. O profeta foi ameaçado de morte
como tentativa para fazê-lo calar. A consequência foi a rejeição da parte
de Deus e o cativeiro.
Por que Cristo é rejeitado hoje? O problema continua o mesmo, os homens não
conseguem pensar como Cristo pensa. Todos precisam decidir entre estas duas
maneiras de pensar que ditam estilos de vida contrastantes. É impossível
viver os dois estilos. É preciso que haja uma definição.
Pense: “Entretanto, o homem que não é cristão não pode entender
nem tampouco aceitar esses pensamentos de Deus, que nos são ensinados pelo
Espírito Santo. Parecem-lhe absurdo, porque só aqueles que têm o Espírito
Santo de si mesmos é que podem compreender o que o Espírito Santo quer
dizer. Os outros simplesmente não podem perceber” (1Co 2:14, Bíblia
Viva).
Desafio: “Mas por estranho que pareça, nós, cristãos, possuímos
efetivamente dentro de nós uma parcela dos próprios pensamentos e da mente
de Cristo” (1Co 2:16, Bíblia Viva).
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