sexta-feira, 6 de novembro de 2015

LIÇÃO 06 IASD

4º Trimestre de 2015 - Jeremias
Comentário da Lição 06 - Atos simbólicos


Sábado, 31/10/2015
› INTRODUÇÃO

Não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?” (Rm 9:20).A Escritura Sagrada com as suas mensagens de Deus para o ser humano é um livro repleto de símbolos. Deus usa ilustrações, partindo do conhecido para o desconhecido, do terreno para o celestial e eterno.

A primeira mensagem de Deus para o homem caído foi proferida com símbolos. Ele declarou a inimizade entre a serpente, o diabo, e a mulher, a igreja, Seu povo. A promessa da salvação fundamentou-se na vinda do “Descendente” da mulher, que seria ferido no calcanhar, tipificando a Sua morte sacrifício substituta, mas Ele esmagará a cabeça da serpente, símbolo de Sua vitória completa sobre o inimigo. O primeiro cordeiro morto era símbolo de Jesus e as vestes de sua pele era símbolo da justiça de Deus.

Para Israel os serviços do santuário foram organizados sobre uma estrutura repleta de símbolos. Em realidade, o cerimonialismo era o evangelho da salvação, a mensagem da cruz em símbolos, tipificando o Salvador que viria. Era o evangelho em figuras, a “sombra dos bens vindouros”. (Cl 2:17, Hb 10:1).

Quando Cristo veio a este mundo como a realidade dos símbolos, os “bens vindouros” se tornaram riquezas presentes em Cristo. Os símbolos projetavam a sua luz para o futuro, a cruz. Agora, a cruz projeta a sua “sombra” para o passado, como o cumprimento dos símbolos, e lança para o futuro os fulgurantes raios de luz do evangelho real - Cristo. O evangelho da salvação sempre foi o mesmo desde a preciosa promessa de símbolos proferida para Adão e Eva, assim que o inimigo os venceu. Os métodos para comunicar o evangelho é que foram vestidos da maneira apropriada para os que viveram à sombra da cruz e para os que vivem à glória da cruz. Assim, os símbolos continuam como parte integrante na comunicação do evangelho, a mensagem de Deus para pecadores necessitados de esperança.

O profeta Jeremias, em um tempo de resistência às mensagens de advertência da parte de Deus, anunciando o castigo iminente, recorreu a inúmeros símbolos para despertar os seus endurecidos ouvintes. Vários destes símbolos serão analisados para entender a sua aplicação no tempo do profeta e obter lições para o nosso ensino nos dias atuais.


Pense: “Cumprindo-se, assim, o que fora dito pelo profeta: ‘Abrirei a minha boca em parábolas, proclamarei coisas ocultas desde a criação do mundo’” (Mt 13:35, Nova Versão Internacional).

Desafio: “Assim como se quebra um vaso de oleiro, que não pode mais ser restaurado, quebrarei este povo e esta cidade” (Jr 19:11, Nova Versão Internacional).


Domingo, 1/11/2015
› A VERDADE EM SÍMBOLOS

Para ensinar ao homem o drama do pecado e o plano da salvação Deus usou muitos símbolos para que o pecador pudesse compreender as lições que estavam sendo ministradas. Jesus costumava transmitir os Seus ensinamentos sobre o reino de Deus por meio de parábolas, ilustrações comparativas.

Assim que Adão e Eva pecaram, o primeiro símbolo foi usado por Deus para ensinar o processo da graça e o plano da salvação. Na presença de Deus, o primeiro cordeiro foi morto.

Caim recusando usar o símbolo indicado por Deus para remover o pecado evidenciado e acusado pela lei moral, rejeitou a mediação de Cristo, criando um símbolo de sua própria escolha.

A serpente de bronze, símbolo do poder de Jesus para destruir o pecado, foi o instrumento de cura e salvação para os israelitas picados pelas serpentes do deserto, mas foi destruída pelo rei Ezequias, pois se tornou um instrumento de corrupção espiritual. (2Rs 18:4).

Muitos em sua vivência espiritual correm o risco de centralizar a sua fé e a sua devoção espiritual em símbolos, em detrimento da relação direta com o Senhor de sua vida. Os símbolos têm o seu lugar e valor, mas nunca devem tornar-se objeto de adoração e esperança de poder que atua, ocupando o lugar dAquele a quem simbolizam. Esta prática desvirtua a graça de Deus, e estimula o legalismo das obras e da justiça própria.

Antes da cruz, o pecador que compreendia o verdadeiro ensino e significado das mensagens dos símbolos, olhava com fé para o futuro e exclamava: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19:25, Almeida Revista e Atualizada). Depois da cruz, o pecador que compreende a glória de Cristo, olha para o Calvário e exclama: “Porque sei em Quem tenho crido e estou certo que Ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia” (2Tm 1:12, Almeida Revista e Atualizada).

A fé é a mesma, a esperança é a mesma, a confiança é a mesma, a certeza é a mesma, porque tudo está centralizado na mesma Pessoa - Cristo Jesus, a graça de Deus em favor do pecador. Não importa se o olhar de fé avançou dois mil anos ou quatro mil anos para o futuro, ou se volta sessenta anos ou dois mil anos para o passado. Todos os olhares se encontram e centralizam a sua fé e esperança nAquele que é a dádiva do Céu para conceder graça e justiça e reconciliar o homem com o seu Deus.


Pense: “Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo mas você deve dominá-lo” (Gn 4:7, Nova Versão Internacional).

Desafio: “Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim” (Jo 12:32, Nova Versão Internacional).


Segunda-Feira, 2/11/2015
› O BARRO DO OLEIRO

Com certeza podemos imaginar Jeremias frustrado em sua missão. Todos os seus esforços pareciam inúteis. As mensagens eram rejeitadas e tramas para matá-lo, fazendo silenciar a sua voz, estavam sendo preparadas.

Sob a pressão destas circunstâncias Deus orientou-o para que fosse a casa do oleiro. Ali aprendeu a importante lição: o oleiro começa a moldar um vaso, mas por alguma razão o vaso estraga. O oleiro recomeça o trabalho e molda um vaso segundo a sua vontade.

A mensagem precisa ser compreendida no contexto do grande conflito cósmico espiritual, a Soberania de Deus e o princípio da liberdade de escolha. Deus moldou criaturas perfeitas. O mau uso da liberdade de escolha, estragou o vaso. Porém, o eterno Oleiro não desiste e ensina a lição para o efêmero profeta: tenho paciência para refazer o vaso. Se permitir que Eu o molde segundo a minha vontade, aceitando a minha Soberania, farei do mesmo barro um vaso para a Minha glória. “Contudo, Senhor, tu és o nosso Pai. Nós somos o barro; tu és o oleiro. Todos nós somos obra das tuas mãos” (Is 64:8, Nova Versão internacional).

Pela ilustração do oleiro, Deus revelou para o profeta que todos os acontecimentos, espirituais e temporais, estão sob o seu inteiro controle. Nada acontece fora do tempo determinado.

O profeta Isaías lança luz sobre o ilimitado conhecimento de Deus a respeito de todos os acontecimentos que fazem parte do cotidiano de nosso mundo: “Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro. Eu crio a luz e a escuridão. Eu controlo todos os acontecimentos, os bons e os maus. Eu, o Senhor, é que faço todas essas coisas” (Is 45:6 e 7, Bíblia Viva).

Eu controlo todos os acontecimentos, os bons e os maus”. Esta maneira de colocar o argumento permite a ideia de que o autor dos estragos nos vasos é o inimigo no grande conflito cósmico espiritual, mas que Deus controla todos os atos deste autor, que é Satanás, e realiza os Seus propósitos a seu tempo e segundo a Sua vontade. Isto está muito evidente na experiência de Jó, iluminando este detalhe. Satanás teve permissão de Deus para lançar as calamidades em várias situações na vida de Jó. Contudo, Ele controlou a maligna ação do diabo em harmonia com os Seus desígnios, limitando as atuações do inimigo em todos os acontecimentos. “O Senhor disse a Satanás: ‘Pois bem, ele está nas tuas mãos: apenas poupe a vida dele’” (Jó 2:6, Nova Versão Internacional).


Pense: “Vocês viram as coisas pelo avesso! Como se fosse possível imaginar que o oleiro é igual ao barro! Acaso o objeto formado pode dizer àquele que o formou: ‘Ele não me fez’? E o vaso poderá dizer ao oleiro: ‘Ela nada sabe’”? (Is 29:16, Nova Versão Internacional).

Desafio: “Mas quem é você, ó homem, para questionar a Deus? ‘Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou: ‘Porque me fizeste assim?’” (Rm 9:20, Nova Versão Internacional).


Terça-Feira, 3/11/2015
› A DEGENERAÇÃO DE UMA NAÇÃO

Jeremias apresenta um retrato do povo de Judá, um remanescente que por Deus foi liberto da escravidão do Egito como Israel: “Porque eles me abandonaram e profanaram este lugar, oferecendo sacrifícios a deuses estranhos, que nem eles nem seus antepassados nem os reis de Judá conheceram; e encheram este lugar como o sangue de inocentes" (Jr 19:4, Nova Versão Internacional).

Qual era o propósito de Deus para este povo? “E vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa… Eles me farão um santuário e eu morarei no meio deles” (Êx 19:6 e 25:8, Tradução Ecumênica da Bíblia).

Deus fala de Seu povo como sendo um reino de sacerdotes, o que equivale a dizer que cada israelita era concitado à consagração total aos propósitos redentores de Deus, participando do reino da graça. Ser sacerdote não significa apenas ser alguém separado para viver para Deus, mas um arauto, um proclamador do plano de salvação estabelecido por Deus, para chamar outros pecadores, para escolher a Deus como o Senhor de sua vida e unir-se ao povo do reino da graça. A presença de Deus, tipificada nos serviços do santuário, devia constituir-se a força motivadora para o cumprimento desta missão.

Todo pecador deveria receber de cada israelita o eloquente testemunho de que o Único que pode oferecer um plano de esperança e vida para pecadores condenados, é Deus, o Senhor.

Libertos da escravidão opressora do Egito, peregrinando envolvidos pela graça de Deus, vendo supridas todas as suas necessidades básicas e recebendo as orientações espirituais, os israelitas compreenderam que eram um povo separado. Receberam as normas de conduta de quem vive no Reino da graça e se prepara para o Reino da glória. Para que pudessem compreender claramente tudo o que aconteceu na sua libertação e compreender os propósitos redentores de Deus, entendendo que foram separados para ser o Seu povo eleito, o Senhor Deus declarou: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fiz sair da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx 20:2, Tradução Ecumênica da Bíblia).

Oito séculos depois do Sinai o profeta Jeremias recebeu a desafiadora missão para despertar “o reino de sacerdotes, a nação santa”, da mais aviltante condição de apostasia. Todo o esforço foi inútil. Como estamos hoje respondendo ao propósito de Deus?


Pense: Qual seria a demonstração convincente para o mundo de que os israelitas eram os instrumentos escolhidos para proclamar o amor, a justiça, o perdão e a reconciliação, como a proposta divina para pecadores sem esperança? “Dize aos filhos de Israel: observareis, todavia, os meus sábados, pois é um sinal entre vós e mim, de geração em geração, para que se reconheça que sou eu, o Senhor, que vos santifico” (Êx 31:13, Tradução Ecumênica da Bíblia).

Desafio: “Porei a minha morada no meio de vós; não terei aversão a vós; caminharei no meio de vós; eu para vós serei Deus, e vós sereis para mim o povo. Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos fiz sair da terra dos egípcios, para que não sejais mais seus servos; fui eu que quebrei as cangas do vosso jugo e vos fiz caminhar de cabeça erguida” (Lv 26: 11-13, Tradução Ecumênica da Bíblia). 


Quarta-Feira, 4/11/2015
› QUEBRANDO A BOTIJA

Jeremias já havia ido à casa do oleiro para acompanhar o seu trabalho refazendo um vazo de barro que não saiu do seu agrado. Aprendeu a lição do amor e da graça de Deus disposto a conceder nova oportunidade ao povo de Judá, para dele fazer um vaso que glorificasse o Seu nome, se tão somente abandonassem seus caminhos pecaminosos e permitissem que com Sua graça os modelasse segundo a Sua vontade. A mensagem não estava surtindo o efeito desejado.

Deus mandou Jeremias de volta para a casa do oleiro, mas levando consigo alguns líderes e sacerdotes do povo. Na presença deles devia comprar um vazo pronto e dirigir-se para a porta dos Cacos, e ali proferir a advertência da justiça de Deus que Ele executará contra Judá e Jerusalém, porque não deram ouvidos ao Seu apelo de amor e graça.

Depois de proferida a sentença de condenação devia quebrar o vaso como uma poderosa ilustração do juízo e dos castigos que atraíram sobre si mesmos, por sua conduta obstinada e rebelde.

Obstinação, é definido como apego forte e excessivo às suas próprias ideias; persistência em seguir um caminho que pode ser bom ou mau. O povo de Judá e especialmente as suas lideranças apegavam-se às suas próprias ideias sobre conduta espiritual e moral e rejeitavam decididamente as orientações de Deus. Entraram pelo mau caminho dos atos pecaminosos dos povos rebeldes contra Deus e zombavam das mensagens de advertência do profeta.

O vaso quebrado significava que nada mais Deus poderia fazer em favor deles. A incredulidade endureceu a mente de tal modo que resistia a todos os Seus apelos.

Asafe, o músico regente do reinado de Davi, faz a declaração: “Sim, viraram as costas para Deus e O tentaram, e limitaram o Santo de Israel” (Sl 78:41, King James Version, tradução livre).

Respeitando a liberdade de escolha conferida para o ser humano, Deus não obriga ninguém a aceitar a Sua vontade e os Seus caminhos. A Sua poderosa arma é o Seu amor eterno e a Sua benignidade para atrair (Jr 31:3). Quando esta manifestação é rejeitada pela incredulidade, o poder da ação de Deus é limitada, porque Ele não atua pela compulsão. “Já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (Jo 3:36, Nova Versão Internacional).


Pense: “Cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha coração perverso e incrédulo, que se afasta do Deus vivo” (Hb 3:12, Nova Versão Internacional).

Desafio: “E não realizou muitos milagres ali, por causa da incredulidade deles” (Mt 13:58, Nova Versão Internacional).


Quinta-Feira, 5/11/2015
› O CINTO DE LINHO

Deus usou mais uma ilustração com o profeta Jeremias para transmitir o que Ele fará com Judá em razão da obstinação do povo em ouvir e atender as Suas mensagens. O profeta devia comprar um cinto de linho, usá-lo em sua cintura, mas não permitir contato com água. Pouco tempo depois recebeu instruções para ir a determinado lugar e esconder o cinto na fenda de uma rocha.

O local indicado para o profeta tem dado trabalho para os eruditos em identificá-lo. O hebraico “perath”, é traduzido por Eufrates. Alguns entendem que o profeta foi duas vezes até o rio Eufrates para às suas margens enterrar, e depois de algum tempo, buscar o cinto. O local mais próximo para chegar ao Eufrates, de Jerusalém, é Tifsa, 500 quilómetros ao norte. Se tivesse que ir até Babilônia, onde o rio já é grande, teria mais 600 quilómetros de viagem. Em linha reta de Jerusalém até a Babilônia são 800 quilómetros, praticamente tomados pelo deserto da Arábia, inviabilizando o percurso.

O erudito Dr. S.J. Schwantes, argumenta que pode ter ocorrido um erro de cópia. Próximo de Anatote, dois quilómetros a noroeste de Jerusalém, localiza-se outra pequena cidade de nome “Parah”, em hebraico (Js 18:23), e em sua proximidade corre um riacho de mesmo nome. As duas palavras são bastante similares. (Jeremias o Profeta Sofredor, p. 77).

O texto de Jeremias apresenta um detalhe interessante que admite interpretações alternativas. Não especifica o local geográfico como rio, mas admite outros locais. Assim, enquanto traduções rezam: “vai ao Eufrates” (ARA), admitindo que o local é o rio Eufrates e sugere uma ação mediata que requer mais tempo. Outras traduzem: “vá agora a Perate” (NVI), admitindo outros locais, além de um rio e sugere uma ação imediata e realizada em pouco tempo.

A informação do profeta “passados muitos dias” (ARA), é válida para as duas alternativas, porém, as duas jornadas até o Eufrates não adicionam maior significado para a lição central: o povo que devia estar apegado a Deus como o cinto ao corpo do homem, tornou-se completamente inútil como um reino de sacerdotes proclamando a história do Seu amor e o plano redentor.

Porém, a aplicação do autor às jornadas do profeta tipificando a deportação para o exilio e a alegria do retorno, é significativa. No entanto, considerando que nas circunstâncias só faz sentido para o profeta, a aplicação perde muito de sua força. Fica também a pergunta intrigante: por que fazer duas jornadas de 1000 km ou 2200 km?


Pense: “Este povo ímpio, que se recusa a ouvir as minhas palavras, que age segundo a dureza de seus corações, seguindo outros deuses para prestar-lhes culto e adorá-los, que este povo seja como aquele cinto completamente inútil” (Is 12:10, Nova Versão Internacional).

Desafio: “ Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens” (Mt 5:13, Nova Versão Internacional).


Sexta-Feira, 6/11/2015
› ESTUDO ADICIONAL 

“Vocês nunca fariam um plano como esse, porque os meus pensamentos são muito diferentes dos seus; Minha maneira de agir é muito diferente da sua! Porque assim como o céu é mais alto que a terra, os meus caminhos são mais altos que os seus caminhos, e os meus pensamentos mais altos que os seus pensamentos” (Is 55:8 e 9, Bíblia Viva.

Deus declara: “O meu modo de pensar é diferente do teu modo de pensar”. E apela para que mudemos nosso modo de pensar e passemos a pensar como Ele pensa. Como podemos mudar o nosso modo de pensar?

“Decidi-me a falar só de Jesus Cristo e de sua morte na cruz. Fiz isso, porque desejava que vocês tivessem uma fé firmemente baseada em Deus, e não em grandes ideias de algum homem” (1Co 2:2 e 5, Bíblia Viva).

Paulo é claro: O estilo de vida do Evangelho não é ditado pelo padrão humano, ou pela sociedade, mas pelo padrão transmitido pelo Espírito Santo. Paulo apresenta uma linha de pensamento muito importante: “Esse plano estava oculto em tempos passados, embora tivesse sido preparado para nosso benefício antes que o mundo começasse. Entretanto os grandes homens do mundo não o compreenderam; se tivessem compreendido, nunca haveriam crucificado o Senhor da glória” (1Co 2:7 e 8, Bíblia Viva).

Por que foi Jesus rejeitado e crucificado? Porque os homens não conseguiram pensar como Cristo pensa. Se houvessem conhecido e compreendido o pensamento de Deus e seguido o estilo de vida que Ele transmite, não teriam crucificado Jesus, o Senhor da glória. Dois estilos de pensamento se chocaram, duas ideias contrastantes de conduta entraram em conflito.

Nos dias do profeta Jeremias aconteceu o mesmo com o povo de Judá. O povo não assimilava de maneira alguma o pensamento de Deus, por mais que insistisse com ilustrações para abrir o entendimento. As mensagens de advertência eram ridicularizadas e rejeitadas. O profeta foi ameaçado de morte como tentativa para fazê-lo calar. A consequência foi a rejeição da parte de Deus e o cativeiro.

Por que Cristo é rejeitado hoje? O problema continua o mesmo, os homens não conseguem pensar como Cristo pensa. Todos precisam decidir entre estas duas maneiras de pensar que ditam estilos de vida contrastantes. É impossível viver os dois estilos. É preciso que haja uma definição.


Pense: “Entretanto, o homem que não é cristão não pode entender nem tampouco aceitar esses pensamentos de Deus, que nos são ensinados pelo Espírito Santo. Parecem-lhe absurdo, porque só aqueles que têm o Espírito Santo de si mesmos é que podem compreender o que o Espírito Santo quer dizer. Os outros simplesmente não podem perceber” (1Co 2:14, Bíblia Viva).

Desafio: “Mas por estranho que pareça, nós, cristãos, possuímos efetivamente dentro de nós uma parcela dos próprios pensamentos e da mente de Cristo” (1Co 2:16, Bíblia Viva). 


Nenhum comentário:

Postar um comentário