sexta-feira, 27 de novembro de 2015

estudo diário da escola sabatina

Sábado, 21/11/2015
› INTRODUÇÃO

Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue dia a dia e tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9:23) Conforme já vimos em lições passadas Deus tem muitas maneiras de comunicar as suas mensagens para que o povo possa entender. Os profetas usavam metáforas, comparando o conhecido com o desconhecido; usavam símbolos como métodos de ilustração das lições; na lição desta semana o profeta foi orientado para usar representações práticas, ao vivo, para que os ouvintes o entendessem.

Jesus costumava ensinar por meio de parábolas comparando coisas desconhecidas com conhecidas, as celestiais com terrenas, as eternas com temporais.

Em Seu chamado para segui-lO, Jesus coloca duas condições em oposição: renúncia dos interesses próprios, transitórios, e assumir um comprometimento dia a dia de resposta submissa à sua vontade para receber os bens vindouros e eternos.

O foco central das mensagens de Deus é revelar para o ser humano a existência do grande conflito cósmico espiritual entre Cristo e Satanás, a verdade e o erro. E que este conflito que teve início no céu, onde todos os seres celestes tiveram que tomar uma decisão intelectual, fundamentada no conceito racional da liberdade de escolha concedida pelo Criador.

Do mesmo modo, esta guerra transferida para o planeta Terra com a queda de Adão, transforma a mente de cada ser humano em um campo de batalha, onde os dois poderes se enfrentam para obter a vitória pela decisão em favor da verdade ou do erro.

É esta guerra espiritual que Jeremias representa com diferentes cenas para despertar os seus adormecidos ouvintes para a realidade dramática de sua rejeição de Deus e o castigo certo e iminente de seu cativeiro. As lições são para os nossos dias que vivemos o clímax do grande conflito. A nossa decisão e escolha é de consequências eternas.


Pense: “Pois tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança” (Rm 15:4, Nova Versão Internacional).

Desafio: “Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (1Pe 5:8, Nova Versão Internacional).


Domingo, 22/11/2015
› UMA VIDA SOLITÁRIA

O profeta é orientado por Deus para comunicar as Suas mensagens em três representações ao vivo. A primeira é realmente um desafio para o profeta: ele não devia casar. Em todos os tempos o casamento foi uma experiência desejada tanto pelo homem como pela mulher.

Salomão declara que a mulher é a delícia do homem (Ec 2:8, ARA), e aconselha: “Desfrute a vida com a mulher a quem você ama. (...) Pois essa é a sua recompensa na vida pelo seu árduo trabalho debaixo do sol” (Ec 9:9, Nova Versão Internacional).

Para o profeta Ezequiel Deus disse: “Eis que, às súbitas, tirarei a delícia dos teus olhos” (Ez 24:16, Almeida Revista e Atualizada). E ainda orientou que não devia chorar nem lamentar e verter lágrimas pela perda. A experiência dramática de Ezequiel seria uma representação viva das desgraças que ainda acometeriam o povo judeu, tanto para os exilados como para os remanescentes que ainda estavam em Judá e em Jerusalém (Ez 24:21).

Idêntica era a mensagem de Jeremias. Não casando e se privando desta experiência maravilhosa do convívio conjugal, estava tipificando todas as desgraças que sobreviriam ao reino de Judá por sua obstinação e rebeldia contra Deus.

Na segunda representação devia ter conduta semelhante à do profeta Ezequiel, não entrando em casa de luto para condoer-se e chorar a perda de alguém, porque quando a destruição sobreviesse, a calamidade seria tamanha que não havia condições para lamentações (Jr 16:5-7).

Na terceira representação ao vivo, Jeremias não devia participar de nenhum banquete onde houvesse alegria, comendo e bebendo, porque com a vinda do inimigo destruidor, Deus faria cessar toda a alegria e mesmo o mais jubiloso de todos os acontecimentos: a festa nupcial (Jr 16:8 e 9).

Quando o profeta fosse interrogado de maneira justificativa, que pecado haviam cometido contra Deus para merecer tantas desgraças, ele devia adverti-los que desde muito tempo os seus antepassados foram rebeldes contra Deus e que eles estavam agindo de maneira pior do que os seus pais (Jr 16:10-13).

Todas estas experiências e advertências foram escritas para que nós façamos avaliações de nossa conduta do relacionamento para com Deus. Somos obedientes ou também rebeldes?


Pense: “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15:4, Almeida Revista e Atualizada).

Desafio: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm 3:16, Almeida Revista e Atualizada).


Segunda-Feira, 23/11/2015
› O JUGO DE JEREMIAS

Zedequias começou o seu reinado ao final da segunda invasão da Babilônia. Joaquim, que teve um reinado de pouco mais de três meses, foi levado cativo para a Babilônia e Nabucodonosor “proclamou Zedequias, tio de Joaquim, rei sobre Judá e Jerusalém” (2Cr 36:10, Nova Versão Internacional).

Foi no começo deste reinado que Jeremias foi orientado por Deus para fazer um jugo com cordas e madeira e colocá-lo sobre o pescoço como uma demonstração ao vivo para que Zedequias se submetesse a Nabucodonosor e não resistisse, porque esta era a determinação de Deus. A resistência e insubmissão ao rei Nabucodonosor seria insubmissão a Deus.

Deus é o Criador e Proprietário do Universo e o Senhor da história. É Ele quem determina e controla todos os acontecimentos. Para aquele tempo Ele declarou: “Agora, sou eu mesmo que entrego todas essas nações nas mãos de meu servo Nabucodonosor, rei da Babilônia” (Jr 27:6, Nova Versão Internacional).

O centro da mensagem do profeta descreve o que Deus fará com o Império Babilônico em surgimento. Deus reafirma o Seu poder como Criador e o Seu direito de soberania sobre toda a Sua criação. Como é o proprietário, confere o domínio para quem Lhe apraz. Nesta oportunidade entregaria o domínio para Nabucodonosor, rei da Babilônia, para cumprir os Seus propósitos.

Nos anais da história humana o crescimento das nações, o levantamento e queda de impérios, aparecem como dependendo da vontade e façanhas do homem. O desenvolver dos acontecimentos em grande parte parece determinar-se por seu poder, ambição ou capricho. Na Palavra de Deus, porém, afasta-se a cortina, e contemplamos ao fundo, em cima, e em toda a marcha e contramarcha dos interesses, poderio e paixões humanas, a força de um Ser todo-misericordioso, a executar, silenciosamente, pacientemente, os conselhos de Sua própria vontade” (Educação, p. 173).

Destacamos que a história bíblica tem como objetivo principal apresentar para o ser humano o plano da Salvação em Cristo Jesus. A sequência de todos os acontecimentos espirituais e temporais convergem para este centro.

Jeremias estava transmitindo os últimos apelos do amor e da graça de Deus para Judá compreender a Sua liderança e os Seus propósitos.


Pense: “Passarão sete tempos até que admitas que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e os dá a quem quer” (Dn 4:25, Nova Versão Internacional).

Desafio: “O seu domínio é um domínio eterno; (...) Ele age como lhe agrada com os exércitos dos céus e com os habitantes da terra. Ninguém é capaz de resistir à sua mão ou dizer-lhe: ‘O que fizeste’” (Dn 4:34 e 35, Nova Versão Internacional).


Terça-Feira, 24/11/2015
› GUERRA DOS PROFETAS

Estava conduzindo uma semana de reavivamento espiritual em uma igreja, quando depois de um dos encontros da noite, um ancião da igreja me procurou e disse: “Pastor, o irmão está dizendo aquilo que a igreja precisa ouvir, mas não é isto que ela quer ouvir”.

Jeremias estava dizendo para o povo de Judá o que ele precisava ouvir, mas não era aquilo que ele queria ouvir. Apareceu Hananias, um profeta de moto próprio, que transmitiu as mensagens que o povo desejava ouvir e entrou em conflito com Jeremias. O detalhe importante é que tanto Jeremias como Hananias reclamavam para si a comissão de enviados de Deus. Quem era o verdadeiro comissionado? Como identificar quem estava dando à trombeta o sonido certo?

Jeremias primeiro colocou a prova em quem atentava para o testemunho dos profetas predecessores e harmonizava a sua mensagem com a daqueles (Jr 28:8). Em seguida chamou a atenção para o cumprimento das predições, com estas palavras: “Mas o profeta que profetiza prosperidade será reconhecido como verdadeiro enviado do Senhor se aquilo que profetizou se realizar” (Jr 28:9, Nova Versão Internacional).

Paulo, em seus dias condenou duramente pregadores que buscavam benefícios pessoais pregando o evangelho de Cristo: “Pois tais homens são falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo” (2Co 11:13, Nova Versão Internacional).

Jesus também alertou os Seus discípulos contra os exploradores espirituais: “Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores” (Mt 7;15, Nova Versão Internacional).

Como sempre houve falsos ensinadores corrompendo as verdades de Deus, enviados por Satanás para combater o plano redentor, assim, hoje aparecem muitos declarando-se mensageiros de Deus. Resistem à prova de verdadeiros arautos do Soberano do Universo? Jesus declarou: “Vocês os reconhecerão pelos seus frutos” (Mt 7:16, Nova Versão Internacional).

Para aceitá-los como verdadeiros mensageiros comissionados por Deus a sua conduta e os seus ensinos precisam harmonizar com o testemunho que os antepassados deixaram escrito. Não satisfazendo esta prova, devem ser rejeitados.


Pense: “Disse, pois, o profeta Jeremias ao profeta Hananias: ‘Escute, Hananias! O Senhor não o enviou, mas assim mesmo você persuadiu esta nação a confiar em mentiras’” (Jr 28:15, Nova Versão Internacional).

Desafio: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8:20, Almeida Revista e Atualizada).


Quarta-Feira, 25/11/2015
› O JUGO DE FERRO

Duas levas de cativos já haviam sido transportadas para a Babilônia. A primeira em 605 a.C. e a segunda em 598 a.C. Como o espírito de apostasia estava cada vez mais forte o profeta Jeremias passou a representar ao vivo o que transmitia em suas mensagens orais. Assim por orientação divina, fez um jugo de madeira que colocou sobre o pescoço, para indicar aos que ainda estavam em Jerusalém e Judá, se continuassem com suas atitudes de desobediência e rebeldia contra Deus, também terminariam levados para o cativeiro.

Hananias, falso profeta, opondo-se a Jeremias, proclamou que dentro de dois anos os cativos que estavam na Babilônia, retornariam para Judá. Jeremias, de maneira irônica confrontou Hananias: “Amém! Que assim faça o Senhor!” (Jr 28:6). Na sequência acusou o falso profeta de desconhecer o testemunho dos profetas do passado que predisseram o castigo em consequência da rebeldia.

Hananias tirou o jugo do pescoço de Jeremias e o quebrou, dizendo: “É deste modo que quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei da Babilônia” (Jr 28:11).

Deus orientou o profeta Jeremias para fazer um jugo de ferro, como demonstração inequívoca de que as Suas ameaças se cumpririam infalivelmente, se não houvesse arrependimento por parte do povo. Jeremias também declarou para Hananias de que como ele fez o povo confiar em mentiras, ele morreria naquele mesmo ano, o que aconteceu (Jr 28:16 e 17).

A incredulidade na Palavra de Deus é um pecado que limita a Sua ação em favor de Seus filhos. Paulo declara que os israelitas que foram libertos do Egito não puderam entrar na terra da promessa por causa da incredulidade (Hb 3:19). Em razão do mesmo pecado, Jesus não pode realizar muitos milagres em Nazaré, a cidade onde fora criado (Mt 13:58).

Em nossos dias corremos o mesmo risco de privar-nos das bênçãos de Deus pela incredulidade em Suas orientações. Questionamos a seriedade das instruções de Deus para a nossa conduta como Seus filhos. Judas adverte que há mesmo aqueles que “transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor” (Jd 4, Nova Versão Internacional).

Há aqueles que fazem das práticas do mundo ou do eu um outro senhor além do único Senhor, Jesus. Isto pela incredulidade em sua Palavra.


Pense: “Quantas vezes se rebelaram contra ele no deserto e na solidão o provocaram!” (Sl 78:40, Almeida Revista e Atualizada).

Desafio: “Pois eles não creram em Deus nem confiaram no seu poder salvador” (Sl 78:22, Nova Versão Internacional).


Quinta-Feira, 26/11/2015
› CONFIANDO EM MENTIRAS

No ambiente perfeito do Céu, Lúcifer contestou e acusou a perfeita justiça e o perfeito amor do caráter de Deus, e lançou dúvidas sobre a integridade de Sua justiça e a grandeza de Seu amor santo. Esta foi a mercadoria comercializada por Lúcifer. Esta mercadoria traz uma marca: Injustiça.

No jardim do Éden, junto a árvore do conhecimento do bem e do mal, a mesma mercadoria foi oferecida para Eva: “Foi isto mesmo que Deus disse?” (Gn 3:1, Nova Versão Internacional).

Lançada a dúvida sobre a orientação de Deus, o ataque foi feito sobre a justiça e o amor de Seu caráter. Ele está limitando o vosso crescimento e impedindo um grau superior de conhecimento. As mentiras a respeito do caráter de Deus são a mercadoria base do comércio de Satanás.

No deserto da Judéia a mesma estratégia de guerra foi usada contra Jesus: “Se tu és...”. “Satanás foi sutil, a falsidade é a matéria prima do seu comércio. Com todo o poder que possuía, tentou vencer a humanidade de Cristo” (Meditação Matinal, 2002, p. 217, E.G.White).

A história do engano é repetitiva, mas o ser humano não consegue aprender a lição. Satanás continua lançando dúvidas sobre as orientações de Deus e confunde a mente do ser humano.

Assim aconteceu nos dias do profeta Jeremias. Hananias, um falso profeta, emissário de Satanás, persuadiu o povo a confiar em mentiras (Jr 28:15).

Com as suas falsas promessas feitas em nome de Deus, de bons acontecimentos imediatos, semeou a dúvida na mente do povo em relação às advertências de Deus transmitidas por Jeremias e enganou o povo.

Naquela oportunidade a ação de Deus foi imediata e dois meses depois o falso profeta morreu.

Quando Adão saiu das mãos do Criador, trazia ele em sua natureza física, intelectual e espiritual, a semelhança de seu Criador. ‘Deus criou o homem à Sua imagem’ (Gn 1:27), e era Seu intento que quanto mais o homem vivesse tanto mais completamente revelasse esta imagem, refletindo mais completamente a glória do Criador. Todas as suas faculdades eram passíveis de desenvolvimento” (Educação, p. 15).

Portanto, Deus criou o homem com a possibilidade de desenvolvimento em todas as suas faculdades espirituais, morais e intelectuais. Logo, o homem sempre teria motivações para crescer. Semelhante à imagem de Deus em todos estes aspectos, mas não como Deus ou um deus.


Pense: “Aquele que pertence a Deus ouve o que Deus diz. Vocês não o ouvem porque não pertencem a Deus” (Jo 8:47, Nova Versão Internacional).

Desafio: “Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja a gloria, agora e para sempre! Amém” (2Pe 3:18, Nova Versão Internacional).



Sexta-Feira, 27/11/2015
› ESTUDO ADICIONAL

Vivendo sob o domínio o pecado, o ser humano alimenta expectativas imediatas. Como sabe que sua passagem por este mundo é breve, procura alcançar o máximo de benefício em curto espaço de tempo. Este é um aspecto positivo. Quando criou o ser humano, Deus o dotou com o senso de expectativas e propósitos. O ser humano recebeu uma centelha do espírito que é um atributo do Criador: realizar. Sem este atributo, o ser humano não teria nenhuma motivação para se empenhar em qualquer coisa.

O salmista Davi, levanta a pergunta e a responde: “Que é o homem, (...) para que com ele te preocupes? (...) Tu o fizeste dominar sobre as obras das tuas mãos” (Sl 8:4 e 6, Nova Versão Internacional).

Dotado do espírito de realização, mas de curta expetativa de vida, o ser humano é imediatista para garantir o seu futuro. Entrega-se a faina incansável e quando se dá conta, o futuro evaporou.

O plano de Deus para o homem de dominar sobre as Suas obras criadas, sofreu o impacto do pecado, mas não alterou o plano. Acionando o plano da salvação, Deus concede para o ser humano a expectativa mediata da esperança de um futuro de eternidade. O direito da liberdade da escolha concedido por Deus é que define o futuro. Se a escolha é imediatista, o futuro não existirá. Se a escolha é mediata, confiando na promessa do plano de Deus, o futuro é uma certeza absoluta.

Para Judá Deus fez o convite de apelo: “‘Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar e não lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro’” (Jr 29:11, Nova Versão Internacional).

O plano de Deus era de bênçãos em sua pátria terrestre, mediante obediência e de eternidade como segunda e recompensa final. As duas condições eram mediatas. Seu cumprimento necessita de tempo, mas é certo.

Hananias, com falsas promessas imediatas enganou o povo e trouxe as consequências do exílio que Deus estava procurando evitar enviando as Suas mensagens pelo profeta Jeremias.

Como vivemos hoje os dias de nossa esperança? Somos impacientes em nosso tempo de espera pelo livramento da escravidão do pecado, ou sabemos aguardar com paciência, com trabalho perseverante e com certeza de fé esse almejado dia?


Pense: “Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguada que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera” (Tg 5:7, Nova Versão Internacional).

Desafio: “Aqui está a perseverança dos santos que obedecem aos mandamentos de Deus e permanecem fiéis a Jesus” (Ap 14:12, Nova Versão Internacional).

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

leitura semanal

Sexta-feira, 27/11/2015 

 ESTUDO ADICIONAL 

Comentário por Pr. Albino Marks
Vivendo sob o domínio o pecado, o ser humano alimenta expectativas imediatas. Como sabe que sua passagem por este mundo é breve, procura alcançar o máximo de benefício em curto espaço de tempo. Este é um aspecto positivo. Quando criou o ser humano, Deus o dotou com o senso de expectativas e propósitos. O ser humano recebeu uma centelha do espírito que é um atributo do Criador: realizar. Sem este atributo, o ser humano não teria nenhuma motivação para se empenhar em qualquer coisa. 

O salmista Davi, levanta a pergunta e a responde: “Que é o homem, (...) para que com ele te preocupes? (...) Tu o fizeste dominar sobre as obras das tuas mãos” (Sl 8:4 e 6, Nova Versão Internacional).

Dotado do espírito de realização, mas de curta expetativa de vida, o ser humano é imediatista para garantir o seu futuro. Entrega-se a faina incansável e quando se dá conta, o futuro evaporou. 

O plano de Deus para o homem de dominar sobre as Suas obras criadas, sofreu o impacto do pecado, mas não alterou o plano. Acionando o plano da salvação, Deus concede para o ser humano a expectativa mediata da esperança de um futuro de eternidade. O direito da liberdade da escolha concedido por Deus é que define o futuro. Se a escolha é imediatista, o futuro não existirá. Se a escolha é mediata, confiando na promessa do plano de Deus, o futuro é uma certeza absoluta. 

Para Judá Deus fez o convite de apelo: “‘Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar e não lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro’” (Jr 29:11, Nova Versão Internacional). 

O plano de Deus era de bênçãos em sua pátria terrestre, mediante obediência e de eternidade como segunda e recompensa final. As duas condições eram mediatas. Seu cumprimento necessita de tempo, mas é certo. 

Hananias, com falsas promessas imediatas enganou o povo e trouxe as consequências do exílio que Deus estava procurando evitar enviando as Suas mensagens pelo profeta Jeremias.

Como vivemos hoje os dias de nossa esperança? Somos impacientes em nosso tempo de espera pelo livramento da escravidão do pecado, ou sabemos aguardar com paciência, com trabalho perseverante e com certeza de fé esse almejado dia? 
Pense: “Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguada que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera” (Tg 5:7, Nova Versão Internacional).
Desafio: Aqui está a perseverança dos santos que obedecem aos mandamentos de Deus e permanecem fiéis a Jesus” (Ap 14:12, Nova Versão Internacional).

CONFIANDO EM MENTIRAS

Quinta-feira, 26/11/2015 

 CONFIANDO EM MENTIRAS 

Comentário por Pr. Albino Marks
No ambiente perfeito do Céu, Lúcifer contestou e acusou a perfeita justiça e o perfeito amor do caráter de Deus, e lançou dúvidas sobre a integridade de Sua justiça e a grandeza de Seu amor santo. Esta foi a mercadoria comercializada por Lúcifer. Esta mercadoria traz uma marca: Injustiça.

No jardim do Éden, junto a árvore do conhecimento do bem e do mal, a mesma mercadoria foi oferecida para Eva: “Foi isto mesmo que Deus disse?” (Gn 3:1, Nova Versão Internacional). 

Lançada a dúvida sobre a orientação de Deus, o ataque foi feito sobre a justiça e o amor de Seu caráter. Ele está limitando o vosso crescimento e impedindo um grau superior de conhecimento. As mentiras a respeito do caráter de Deus são a mercadoria base do comércio de Satanás.

No deserto da Judéia a mesma estratégia de guerra foi usada contra Jesus: “Se tu és...”. “Satanás foi sutil, a falsidade é a matéria prima do seu comércio. Com todo o poder que possuía, tentou vencer a humanidade de Cristo” (Meditação Matinal, 2002, p. 217, E.G.White).

A história do engano é repetitiva, mas o ser humano não consegue aprender a lição. Satanás continua lançando dúvidas sobre as orientações de Deus e confunde a mente do ser humano.

Assim aconteceu nos dias do profeta Jeremias. Hananias, um falso profeta, emissário de Satanás, persuadiu o povo a confiar em mentiras (Jr 28:15).

Com as suas falsas promessas feitas em nome de Deus, de bons acontecimentos imediatos, semeou a dúvida na mente do povo em relação às advertências de Deus transmitidas por Jeremias e enganou o povo. 

Naquela oportunidade a ação de Deus foi imediata e dois meses depois o falso profeta morreu.

Quando Adão saiu das mãos do Criador, trazia ele em sua natureza física, intelectual e espiritual, a semelhança de seu Criador. ‘Deus criou o homem à Sua imagem’ (Gn 1:27), e era Seu intento que quanto mais o homem vivesse tanto mais completamente revelasse esta imagem, refletindo mais completamente a glória do Criador. Todas as suas faculdades eram passíveis de desenvolvimento” (Educação, p. 15).

Portanto, Deus criou o homem com a possibilidade de desenvolvimento em todas as suas faculdades espirituais, morais e intelectuais. Logo, o homem sempre teria motivações para crescer. Semelhante à imagem de Deus em todos estes aspectos, mas não como Deus ou um deus.
Pense: “Aquele que pertence a Deus ouve o que Deus diz. Vocês não o ouvem porque não pertencem a Deus” (Jo 8:47, Nova Versão Internacional).
Desafio: Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja a gloria, agora e para sempre! Amém” (2Pe 3:18, Nova Versão Internacional).

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

lição diária - escola sabatina

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4º Trimestre de 2015 - Jeremias
Comentário da Lição 07 - A crise continua


Sábado, 7/11/2015
› INTRODUÇÃO

O que se gloriar, glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o Senhor que faço misericórdia, juízo e justiça na Terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor” (Jr 9:24). Quando avaliamos a história do povo de Israel, que, dividido pelo cisma com Roboão e Jeroboão, é quase impossível compreender a sua trajetória. Deus fala do humilde começo deste povo e de sua gloriosa expectativa: “Olhem para Abraão, seu pai, e para Sara, que lhes deu à luz. Quando eu o chamei, ele era apenas um, e eu o abençoei e o tornei muitos” “Saia da sua terra, (...) e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você uma grande nação, e o abençoarei (...) e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados” (Is 51:2 e Gn 12:1-3, Nova Versão Internacional).

Que plano glorioso para um povo! No grande conflito cósmico espiritual entre Deus e Satanás, este povo deveria desempenhar a responsabilidade de testemunha, por sua conduta, na vindicação do caráter de Deus perante o Universo, na obediência à Sua lei, e de arautos da Sua justiça e de Seu amor na proclamação do plano da salvação.

Jesus declarou: “Eu sou a verdade” (Jo 14:6), e orou ao Pai em favor daqueles que O aceitam como a Verdade: “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” (Jo 17:17, Nova Versão internacional).

Este foi o grande propósito colocado para o povo de Israel: “Vejo um povo que vive separado e não se considera como qualquer nação” “Israel, Meu povo, era santo para o Senhor, os primeiros frutos de sua colheita; todos os que o devoravam eram considerados culpados, e a desgraça os alcançava, declara o Senhor” (Nm 23:9 e Jr 2:3, Nova Versão Internacional).

Esta era a característica inconfundível do povo de Deus, quando foram libertos da escravidão do Egito. Eram separados, santos para o Senhor. Deus não permitia que tocassem nos Seus ungidos ou maltratassem os Seus profetas (Sl 105:15).

No entanto, deste povo Deus fala por meio do profeta Jeremias: “É a falsidade, não a verdade, que prevalece nesta terra. Eles vão de um crime a outro; eles não me reconhecem declara o Senhor” (Jr 9:3, Nova Versão Internacional).

A crise do relacionamento com Deus foi se agravando com o passar dos séculos e o povo que era separado e santo, vivendo a verdade em sua beleza imaculada, transformou-se em adúlteros contumazes e um bando de traidores; deixaram de viver e falar a verdade e se tornaram hábeis mentirosos na conduta e nas palavras. (Jr 9:2 e 5).


Pense: “Quando encontrei Israel, foi como encontrar uvas no deserto; quando vi os antepassados de vocês, foi como ver os primeiros frutos de uma figueira. Mas, quando eles vieram a Baal-Peor, consagraram-se àquele ídolo vergonhoso e se tornaram tão repugnantes quanto aquilo que amaram” (Os 9:10, Nova Versão Internacional).

Desafio: “Quando encontrei Israel, foi como encontrar uvas no deserto; quando vi os antepassados de vocês, foi como ver os primeiros frutos de uma figueira. Mas, quando eles vieram a Baal-Peor, consagraram-se àquele ídolo vergonhoso e se tornaram tão repugnantes quanto aquilo que amaram” (Os 9:10, Nova Versão Internacional). 


Domingo, 8/11/2015
› RAZÕES PARA SE GLORIAR

Quando se atenta para as mensagens do profeta, compreendendo que está falando em lugar de Deus como Seu porta voz e não comunicando as suas próprias palavras, os argumentos são tremendamente significativos e profundos em seu sentido. Avaliemos este argumento: “Ah, se a minha cabeça fosse uma fonte de água e os meus olhos um manancial de lágrimas! Eu choraria noite e dia pelos mortos de meu povo” (Jr 9:1, Nova Versão Internacional).

Estes sentimentos são apenas do profeta ou expressam também os sentimentos de Deus? Certamente Deus colocou estas expressões de sentimentos de profunda tristeza na mente e na boca do profeta, mas até certo ponto refletem a grande decepção de Deus quando avalia a rejeição dos planos maravilhosos que fizera para Israel. Paulo advertiu seus filhos na fé com estas palavras: “Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção” (Ef 4:30, Nova Versão Internacional).

Observemos em duas traduções qual a reação de Deus em face do pecado: “E isso cortou-lhe o coração”, “E afligiu-se o seu coração” (Gn 6:6, Nova Versão Internacional e Bíblia de Jerusalém). O pecado do homem de rejeitar a Deus na manifestação de Seu amor e de Sua graça, é tremendamente doloroso para o Seu coração

Por outro lado, quando o pecador se volta para Deus e O glorifica por conhece-lO como o único Deus vivo e verdadeiro, e compreende as Suas orientações como as únicas que proporcionam alegria plena, Deus se agrada destas coisas e de quem as pratica (Jr 9:23 e 24).

Foi para este propósito que Deus criou o ser humano bem como todas as Suas criaturas: “Todo o que é chamado pelo meu nome, a quem criei para a minha glória, a quem formei e fiz” (Is 43:7, Nova Versão Internacional).

Esta é a grande razão de gloriar-se: saber que Deus nos criou para a Sua glória e para glorificá-lO. Porém, esta demonstração de glorificação precisa partir de um coração dominado pelo amor que escolhe a Deus, o criador e mantenedor de todo o Universo e de todas as Suas criaturas e faz dEle a única razão de glória.


Pense: “‘Mas quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois eu sou o Senhor e ajo com lealdade, com justiça e com retidão sobre a terra, pois é dessas coisas que me agrado’, diz o Senhor” (Jr 9:24, Nova Versão Internacional).

Desafio: “Mas longe de mim esteja gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gl 6:14, Almeida Revista e Atualizada).


Segunda-Feira, 9/11/2015
› CRIATURAS OU O CRIADOR

Busquem o bem, não o mal, para que tenham vida. Então o Senhor, o Deus dos Exércitos, estará com vocês, conforme vocês afirmam” (Am 5:14, Nova Versão Internacional).

No Éden, a vida estava relacionada com a prática do bem. O bem estava relacionado com a expressão da vontade de Deus. Enquanto o homem, criado à semelhança de Deus, vivesse em harmonia com a expressão da vontade de Deus, ele receberia vida da fonte de vida que é a fonte do bem.

Se praticassem o mal, declarou-lhes Deus: “certamente morrereis”. Logo, buscar o bem, que é a proposta do profeta Amós para o povo de Israel, encontra seu antítipo no relacionamento que Adão e Eva mantinham com Deus no jardim do Éden, antes de sua desobediência.

Nos dias do profeta Jeremias o povo de Judá caíra na mais abominável apostasia adorando ídolos de fabricação humana e que nada significavam. Ele proclama para o povo o imenso contraste: “Mas o Senhor é o Deus verdadeiro; ele é o Deus vivo; o rei eterno” (Jr 10:10, Nova Versão Internacional). Ele é o Deus Criador que fez os astros, o mar, a terra. Ele é o Deus do amor, da justiça, da graça e do perdão. É o Deus que transforma a vida e o caráter, devolvendo-lhe a Sua semelhança.

Como saber, no mundo em que vivemos, o que é o Bem e o que é o mal? Existem forças que militam contra Deus com Criador e orientador espiritual e moral. Destacam-se as ciências e as culturas.

Para Judá, no cativeiro babilônico, por meio do profeta Ezequiel, Deus questionou a conduta do povo: “Vocês não agiram segundo os meus decretos nem obedeceram às minhas leis, mas se conformaram aos padrões das nações ao seu redor” (Ez 11:12, Nova Versão Internacional).

A conduta espiritual e moral do ser humano não se assenta em conceitos filosóficos de culturas ou deduções científicas de laboratórios. O fundamento da conduta espiritual e moral alicerça-se em atos de fé: Crer na existência de Deus, crer que o Universo foi formado pela palavra de Deus e crer que as criaturas de Deus são por Ele responsabilizadas em sua conduta espiritual e moral fundamentado nos conceitos de Sua lei.

Quando pela fé Jesus Cristo é aceito como Senhor no coração, Ele também se torna o Senhor da vontade, do caráter. Paulo declarou: “Com Cristo eu sou um crucificado; vivo, mas não sou mais eu, é Cristo que vive em mim” (Gl 2:19 e 20, Tradução Ecumênica da Bíblia.


Pense: “Satanás tentou destruir a igreja nascente nos tempos apostólicos. Seus métodos naquele tempo eram os mesmos de sempre: (…) tentativas de limitar o papel da palavra de Deus na vida da igreja” (LES. 1o trimestre, 2002, p. 138, Professores).

Desafio: “Não há absolutamente ninguém comparável a ti, ó Senhor; tu és grande, e grande é o poder do teu nome. Quem não te temerá, ó rei das nações? Esse temor te é devido. Entre todos os sábios das nações e entre todos os seus reinos não há absolutamente ninguém comparável a ti” (Jr 10:6 e 7, Nova Versão Internacional).


Terça-Feira, 10/11/2015
› UM CHAMADO AO ARREPENDIMENTO

Arrependimento, o que significa essa tomada de atitude? Ao profeta Jeremias foi ordenado por Deus: “Diga-lhes tudo o que eu lhe ordenar; não omita uma só palavra. Talvez eles escutem e cada um se converta de sua má conduta” (Jr 26:2 e 3, Nova Versão Internacional).

Logo, o arrependimento está relacionado com o plano de Deus para as Suas criaturas que contra Ele se rebelaram, pecaram, rejeitando a Sua vontade revelada em Sua lei (Jr 26:4), e passaram a praticar a má conduta. Isto é, aceitaram o mal e rejeitaram o bem. Esta era a condição do povo de Judá. Jeremias devia chamá-los ao arrependimento, concitando-os e desafiando-os a rejeitar o mal e aceitar o bem. Arrependimento segundo Deus é fazer esta troca de conduta. É dar meia volta no caminho que está seguindo. Rejeitar a direção do pecado com suas ilusórias atrações e voltar-se para a justiça, para Deus com o Seu plano de esperança e de futuro (Jr 29:11).

Todo o processo do plano da salvação tem o seu epicentro em Deus. Todo o pecador sob o impacto do pecado sente que a situação em que se encontra não satisfaz os anseios mais profundos do seu íntimo. Ele anseia e procura algo melhor, mas não sabe onde. Volta-se para todos os lados e segue as mais variadas direções, com a clara percepção que está num labirinto. Por mais que procure não encontra nenhuma saída.

Esta era a condição nos dias do profeta Jeremias. O povo, perdido no labirinto de deuses que nada significavam e sob a ameaça do cativeiro ás portas. Ainda assim rejeitavam a voz do profeta e se aprofundavam pelos meandros do labirinto do pecado.

Rejeitavam a única alternativa que vem de fora do labirinto e de cima, para onde o homem não tem condições de caminhar. “Ou desprezas a riqueza da Sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (Rm 2:4, Almeida Revista e Atualizada).

Tudo o que o homem intenta e faz é sem valor e sem nenhum resultado positivo em relação à angustiante situação em que se encontra. Se não houvesse socorro vindo de fora, nenhuma esperança haveria para o homem sob o domínio do pecado.

Deus, o Soberano do Universo, aproxima-se do homem aflito e perplexo em nível humano, como o Pai em busca do filho: “Com laços de amor e de carinho Eu os trouxe para perto de Mim; Eu os segurei nos braços como quem pega uma criança no colo” (Os. 11:4, Bíblia na Linguagem de Hoje).


Pense: “No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam” (At 17:30, Nova Versão Internacional).

Desafio: “Por isso diga à nação de Israel: Assim diz o Soberano, o Senhor: Arrependa-se! Desvie-se dos seus ídolos e renuncie a todas as práticas detestáveis!” (Ez 14:6, Nova Versão Internacional).


Quarta-Feira, 11/11/2015
› O CHAMADO PARA A MORTE

Duros de ouvidos para ouvir e entender. No entanto, sempre foi assim, desde Adão e Eva. Deus disse para os nossos primeiros pais: obedeçam e vivereis, se desobedecerem, morrereis. Bastou a insinuação de uma dúvida para desconfiar e questionar a orientação de Deus.

Nos dias do profeta Jeremias, os sacerdotes e os falsos profetas amotinaram o povo contra o profeta e decidiram que devia ser morto. É intrigante que as lideranças temporais foram do palácio real para o templo para saber a razão do tumulto. Quando ouviram os argumentos dos sacerdotes e falsos profetas, de que Jeremias profetizou contra Jerusalém, questionaram o seu veredito de condenação (Jr 26:11 e16).

Este incidente lembra a condenação de Jesus seis séculos depois. Enquanto os sacerdotes e outras lideranças espirituais bradavam contra Jesus para que fosse condenado à morte, Pilatos, governante temporal e sem convicções espirituais, perguntava: “Por que? Que crime este homem cometeu? Não encontrei nele nada digno de morte” (Lc 23:22, Nova Versão Internacional).

Ensina-nos este incidente, de que, quando o diabo corrompe os santos princípios espirituais estabelecidos por Deus, o ser humano é dominado por ódio mortal contra aqueles que vivem a vontade de Deus. Jesus declarou para os Seus opositores: “Se vocês fossem filhos de Abraão, fariam as obras que Abraão fez. Mas vocês estão procurando matar-me, sendo que eu lhes falei a verdade que ouvi de Deus” (Jo 8:39 e 40, Nova Versão Internacional).

As mensagens proféticas da Escritura avisam que nosso planeta tem data marcada para a sua destruição com a eliminação do pecado e pecadores. Comparativamente apenas um remanescente, um punhado insignificante crê que este acontecimento está às portas.

O dia chegará em que este remanescente também será acusado por lideranças espirituais como perturbadores da ordem pública e dignos de condenação à morte. É bem provável que durante algum tempo as lideranças temporais perguntarão: por que?

O conflito entre Cristo e Satanás é espiritual, entre a justiça e o pecado, a verdade e a mentira, relacionado com a obediência e desobediência à vontade de Deus, com a recompensa de vida ou morte.

O profeta Jeremias, em seu confronto com o engano, revelou firmeza de fé e caráter, transmitindo com ousadia o apelo e a certeza da intervenção divina no momento determinado (Jr 26:12-15).


Pense: “Agora, corrijam a sua conduta e as suas ações e obedeçam ao Senhor, o seu Deus. Então o Senhor se arrependerá da desgraça que pronunciou contra vocês” (Jr 26:13, Nova Versão Internacional).

Desafio: “Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e matou seu irmão. E por que o matou? Porque suas obras eram más e as de seu irmão eram justas” (1Jo 3:12, Nova Versão Internacional).


Quinta-Feira, 12/11/2015
› A FUGA DE JEREMIAS

As lideranças temporais, os príncipes do povo, que foram ao templo para certificar-se do que estava acontecendo, tinham mente mais aberta e receptiva do que aqueles que deviam ser os guias do povo em sua conduta espiritual. Eles se assentaram para julgar a questão (Jr 26:10), e conseguiram convencer o povo da inocência do profeta, mudando a sua atitude. O verso 8 declara que o povo com os sacerdotes e falsos profetas prenderam Jeremias e disseram: “Você certamente morrerá” (Jr 26: Nova Versão Internacional).

No verso 16, depois do julgamento dos príncipes, é dito que estes e todo o povo declararam para os sacerdotes e falsos profetas: “Este homem não deve ser condenado à morte! Ele nos falou em nome do Senhor, do nosso Deus” (Jr 26:16, Nova Versão Internacional).

Havia algo de irresistível no porte nobre e corajoso de Jeremias. Falava com a autoridade do céu e não ousaram disputá-la” (S. J Schwantes, Jeremias o Profeta Sofredor).

Trouxeram à lembrança da assembleia ali reunida o exemplo do profeta Miquéias, durante o reinado de Ezequias, que atendeu a advertência e livrou o reino de Judá de uma desgraça (Jr 26:19). É interessante observar que as palavras de Miqueias 3:12, são citadas de maneira textual que é a primeira ocorrência entre profetas.

Argumentando a favor do profeta Jeremias, e dando o veredito do julgamento, naquela oportunidade a liderança temporal impediu a sua execução (Jr 26:24).

No desfecho final do grande conflito espiritual, em circunstâncias similares, quando as lideranças espirituais espúrias se levantarem contra os mensageiros de Deus, “Miguel, o grande príncipe que protege o seu povo, se levantará (...). Naquela ocasião o seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro, será liberto” (Dn12:1, Nova Versão Internacional).

No caso do profeta Jeremias, Deus valeu-se dos príncipes daquele tempo para libertar o profeta da condenação à morte. Nas acusações e no julgamento final, Jesus, o Grande Príncipe, protetor de Seu povo, se levantará com autoridade e poder irresistível para libertar Seus amados da condenação à morte e conceder vida eterna.


Pense: “Quando os líderes de Judá souberam disso, foram do palácio real até o templo e se assentaram para julgar” (Jr 26:10, Nova Versão Internacional).

Desafio: “Guerrearão contra o Cordeiro, mas o Cordeiro os vencera, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; e vencerão com ele os seus chamados, escolhidos e fiéis” (Ap 17:14, Nova Versão Internacional).


Sexta-Feira, 13/11/2015
› ESTUDO ADICIONAL

Por que Jesus colocou perante os seus ouvintes e mestres da lei o mandamento do talião da lei de Moisés? “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’” (Mt 5:38, Nova Versão Internacional).

Podemos discernir uma aplicação de que Jesus cumpriu o mandamento de talião em Sua morte? Quem transgrediu a ordem, a lei de Deus, de não comer do fruto do conhecimento do bem e do mal? O homem. O pecado determinou a morte. “Porque o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23, Almeida Revista e Atualizada).

Adão cometeu todas as agressões, à criatura santa e perfeita de Deus, ele mesmo, consciente de seus atos. (PP 49). A transgressão da lei moral exigia a morte. Pela determinação do mandamento de talião, o homem agressor de seu semelhante e transgressor do mandamento de talião, devia sofrer em seu corpo todas as consequências de seu ato contra a criação santa e perfeita de Deus.

Porém, Jesus assumiu toda a culpa da agressão e transgressão: Olho por olho, dente por dente. Tudo o que nós deveríamos sofrer como consequências do nosso pecado, pela ofensa de nossa desobediência, foi executado em Jesus, como se Ele, primeiro, o tivesse praticado em nós e contra nós.

Assim como houve muitos que ficaram pasmados diante dele; sua aparência estava tão desfigurada, que ele se tornou irreconhecível como homem; não parecia um ser humano (...). Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido. Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados” (Is 52:14, 53:4, Nova Versão Internacional).

Não houve uma parte do corpo de Jesus, que não sofreu as consequências de nossas ofensas a Deus. O mandamento de talião foi executado nEle, em todos os detalhes. Ele foi castigado de tal modo, que se tornou irreconhecível como ser humano.

Porém, Jesus era inocente, sem pecado. Ele não morreu a morte de condenado por transgredir a lei moral; condenado por transgredir o mandamento de talião. Ele morreu a morte do sacrifício. Nasceu em um curral de ovelhas, o animal substituto, sacrificado nos rituais do santuário, para tipicamente expiar os pecados, porque Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. “O Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós” (Is 53:6, Nova Versão Internacional).


Pense: “Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus” (2Co 5:21, Nova Versão Internacional).

Desafio: “ Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade” (Hb 4:16, Nova Versão Internacional).

terça-feira, 10 de novembro de 2015

RAZÕES PARA SE GLORIAR

Domingo, 8/11/2015 

 RAZÕES PARA SE GLORIAR 

Quando se atenta para as mensagens do profeta, compreendendo que está falando em lugar de Deus como Seu porta voz e não comunicando as suas próprias palavras, os argumentos são tremendamente significativos e profundos em seu sentido. Avaliemos este argumento: “Ah, se a minha cabeça fosse uma fonte de água e os meus olhos um manancial de lágrimas! Eu choraria noite e dia pelos mortos de meu povo” (Jr 9:1, Nova Versão Internacional).

Estes sentimentos são apenas do profeta ou expressam também os sentimentos de Deus? Certamente Deus colocou estas expressões de sentimentos de profunda tristeza na mente e na boca do profeta, mas até certo ponto refletem a grande decepção de Deus quando avalia a rejeição dos planos maravilhosos que fizera para Israel. Paulo advertiu seus filhos na fé com estas palavras: “Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção” (Ef 4:30, Nova Versão Internacional).

Observemos em duas traduções qual a reação de Deus em face do pecado: “E isso cortou-lhe o coração”, “E afligiu-se o seu coração” (Gn 6:6, Nova Versão Internacional e Bíblia de Jerusalém). O pecado do homem de rejeitar a Deus na manifestação de Seu amor e de Sua graça, é tremendamente doloroso para o Seu coração

Por outro lado, quando o pecador se volta para Deus e O glorifica por conhece-lO como o único Deus vivo e verdadeiro, e compreende as Suas orientações como as únicas que proporcionam alegria plena, Deus se agrada destas coisas e de quem as pratica (Jr 9:23 e 24). 

Foi para este propósito que Deus criou o ser humano bem como todas as Suas criaturas: “Todo o que é chamado pelo meu nome, a quem criei para a minha glória, a quem formei e fiz” (Is 43:7, Nova Versão Internacional). 

Esta é a grande razão de gloriar-se: saber que Deus nos criou para a Sua glória e para glorificá-lO. Porém, esta demonstração de glorificação precisa partir de um coração dominado pelo amor que escolhe a Deus, o criador e mantenedor de todo o Universo e de todas as Suas criaturas e faz dEle a única razão de glória. 
Pense: “‘Mas quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois eu sou o Senhor e ajo com lealdade, com justiça e com retidão sobre a terra, pois é dessas coisas que me agrado’, diz o Senhor” (Jr 9:24, Nova Versão Internacional).
Desafio: Mas longe de mim esteja gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gl 6:14, Almeida Revista e Atualizada).